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Comunicados

Programa Integridade

A ideia do Programa Integridade nasceu num Conselho de Escola no final de 2017 quando se discutia sobre um conflito entre estudantes que impactou a comunidade escolar. Nesse Conselho houve um consenso para a criação de um programa que se dedicasse a olhar mais de perto para as relações interpessoais na escola com o propósito de oferecer aos estudantes recursos que pudessem ajudá-los a lidar com os conflitos de uma forma ética e responsável.

POR QUE INTEGRIDADE?

O vocábulo integridade refere-se a uma qualidade de alguém a ser íntegro, de conduta ética, refere-se também àquilo que não sofreu qualquer diminuição, que está pleno, inteiro. Considerando isso, a palavra integridade nos remete a uma intenção em construir habilidades para uma convivência ética, que preconiza o respeito mútuo. Também podemos pensar que quando pessoas entram em conflito utilizam os recursos que conhecem para agir de modo a proteger a sua integridade, estão buscando atender a uma necessidade que todos temos, ainda que utilizem atitudes agressivas para isso. A palavra integridade pareceu muito adequada aos propósitos de um programa que visa olhar para os conflitos de uma forma a compreendê-los e investigar o que de fato o está gerando, para então promover atitudes restaurativas.

PRINCÍPIOS DO PROGRAMA INTEGRIDADE

Assim como os outros programas transversais da escola, a equipe de professoras que ficou responsável pelo Integridade se reúne toda semana. As reuniões do primeiro semestre de 2018 foram dedicadas às atividades de caráter formativo e à construção de princípios que pudessem nortear a atuação do programa. Foram momentos em que cada integrante da equipe, constituída também por colaboradoras voluntárias, trouxe seus repertórios provenientes de percursos próprios para contribuírem na constituição das bases para o programa (1).

Esses encontros apontaram para a necessidade da construção de práticas de diálogo e escuta ativa também conhecida como escuta empática (2) como recursos de autocuidado e cuidado com o outro no intuito de contribuir para uma convivência escolar saudável na qual o respeito mútuo é um princípio fundamental. Desta forma, elencamos como princípios norteadores do programa Integridade o respeito, o diálogo e a empatia. Tais princípios estão alinhados com os expressos nas Normas de Convivência da Escola de Aplicação: “a educação oferecida pela Escola de Aplicação da FEUSP é comprometida com os direitos humanos, a igualdade de direitos, o reconhecimento e a valorização das diferenças e das diversidades, a democracia e a formação para a cidadania. Três princípios dão sustentação às práticas e às relações interpessoais na Escola: o DIÁLOGO, o RESPEITO e a SOLIDARIEDADE.” A solidariedade é muito próxima à empatia, pois o desenvolvimento desta pode nos levar aos sentimentos e ações solidários.

 

ATIVIDADES DO PROGRAMA INTEGRIDADE

Desde o segundo semestre de 2018 são realizadas atividades programadas num determinado período do ano para as turmas de Ensino Fundamental II e Médio. Em 2019, além dessas entradas houve a proposta de uma disciplina eletiva específica do Programa Integridade ao Ensino Médio intitulada “Você faz a diferença: integre-se ao Integridade” cujo objetivo foi a formação de mediadores de conflitos. Essa proposta permanece para o ano de 2020.  No Ensino Fundamental I existe um trabalho já realizado pelas professoras das turmas no âmbito da educação para a convivência ética e o desenvolvimento de habilidades sócio morais e dialógicas tanto nas assembleias de classe semanais quanto nas mediações de conflitos nas interações cotidianas. Vale dizer que essas são práticas da escola como um todo.

Também foram propostas atividades voltadas aos professores e funcionários que aconteceram em momentos de Reuniões de Ciclo e Gerais: em outubro de 2018 com o grupo de professores do Ensino fundamental I; em fevereiro e abril de 2019 com todos os professores e funcionários da escola. Em junho de 2019 tivemos a presença da Professora Danila Di Pietro Zambianco do GEPEM (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral) da UNESP/UNICAMP versando sobre o tema Assembleias na Escola.

O programa Integridade está em construção constante e conta com a contribuição de todos os atores da escola. Integre-se ao Integridade você também!

(1) Repertórios das professoras e colaboradoras: pedagogia da cooperação; comunicação não-violenta; mediação de conflitos; círculos de diálogo; práticas restaurativas; educação democrática; educação para a construção de valores sócio morais;  entre outros.

(2) Escuta ativa ou empática: ao escutar ativamente, estabelecemos uma relação mais sincera com quem conversamos, ficando atentos aos sentimentos e necessidades do outro buscando uma conexão verdadeira.

Referências bibliográficas

Vídeos:

Mediação em Ação 

https://www.youtube.com/watch?v=Zz_wb7zuGZ0

Concepção sobre resolução de conflitos – Telma Vinha https://www.youtube.com/watch?v=LHKvMQT0OZ4

Textos:

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. DIÁLOGOS E MEDIAÇÃO DE CONFLITOS NAS ESCOLAS – Guia Prático Para Educadores – Conselho Nacional do Ministério Público, Brasília, DF, 2014

Acesso em: https://www.cnmp.mp.br/portal/images/stories/Comissoes/CSCCEAP/Di%C3%A1logos_e_Media%C3%A7%C3%A3o_de_Conflitos_nas_Escolas_-_Guia_Pr%C3%A1tico_para_Educadores.pdf

ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não-violenta. Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. 3. ed. São Paulo: Ágora, 2006.

PRANIS, Kay – Processos Circulares, Teoria e Prática – 2010 Ed. Palas Athenas.

RAMOS, A. M. ; WREGE, M. G. ; VICENTIN, V. . A organização das regras e assembleias em sala de aula: obedecer à autoridade ou aos princípios?. In: TOGNETTA, L. R. P. ;VINHA,T. P. (Org.). É possível superar a violência na escola? Construindo caminhos pela formação moral. 1ed.São Paulo: Editora do Brasil, 2012, v. , p. 60-77.

RAMOS, A. M. . Esses adolescentes de hoje… podem sentir necessidade das regras na escola?. In: Luciene Regina Paulino Tognetta; Vanessa Fagionatto Vicentin. (Org.). Esses adolescentes de hoje… O desafio de educar moralmente para que a convivência ética na escola seja um valor. 1ed.Americana: Adonis, 2014, v. 1, p. 171-198.

VICENTIN, Vanessa F., LEME, Maria Isabel da Silva & TOGNETTA, Luciene R. P.. Quando os Conflitos nos Pertencem – Uma Reflexão Sobre as Regras e a Intervenção aos Conflitos na Escola que Pretende Formar para a Autonomia. Coleção Desconstruindo a Violência. Mercado das Letras, 2013.  Capítulo 3 – O que fazer no momento do conflito. p. 83 a 117. 

VINHA, T. P. ; SILVA, L. M. ; OLIVEIRA, M. T. A. ; MARQUES, C. A. E. . O Desenvolvimento Das Estratégias De Negociação Nos Conflitos Entre As Crianças E Jovens. XIII Congresso Internacional de Tecnologia na Educação , v. 15, p. 1-10, 2015.

VINHA, T.P. Os conflitos interpessoais na escola. IN: GARCIA, J.; TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T.P. Indisciplina, conflitos e bullying na escola. Campinas: Ed mercado de letras, 2013. p. 61-90.

Slides: 

Formação com Profa. Danila Di Pietro Zambianco (19/06/2019) – Slides

https://drive.google.com/open?id=1SMBAE14VwYvnrhaGMiPe59jwZdXuSzFi